domingo, 22 de julho de 2012

Os sonhos e seus significados

          Em sua obra a “ A interpretação dos Sonhos”  de 1905,  Freud  faz uma grande revelação de sua descoberta para a psicanálise, nela o autor afirma que todos os sonhos são desejos reprimidos no inconsciente. E o que dizer dos famosos pesadelos? Pois é, como explicar ao paciente que aquele sonho horrível e angustiante era um desejo reprimido? Segundo Freud o sonho de angústia (pesadelo) vem de forma deformada e muitas vezes fragmentada em vários episódios durante toda a noite de sono. Nem sempre nos lembramos de todos os sonhos que ocorrem durante uma noite, geralmente só o último ou aquele em que nos acorda no meio da noite. Para o sonhador muitas das vezes esse sonho nada significa, porém para o analista, é uma peça fundamental do quebra cabeça da análise de seu paciente, principalmente nas sessões iniciais, onde os mecanismos de defesa do ego ainda não foram ativados, algo que vem a ocorrer mais tarde quando começam as interpretações, não só dos sonhos, como do discurso do próprio analisando.  Quando interpretamos um sonho de angústia para o paciente, ele na maioria das vezes não entende bem, os significados dessa interpretação, e quando concordam ou dizem concordar, nas sessões seguintes ou os sonhos deixam de ser apresentados na análise ou são esquecidos logo após o acordar. Por quê?  Porque as interpretações na maioria das vezes estão relacionadas a desejos proibidos, que para a os valores sociais e religiosos da civilização, seriam inaceitáveis. Esse seria o motivo de muitas desistências durante a análise, nem todos suportam ou concordam com as interpretações de seu analista, não que toda interpretação seja infalível, porém existem sonhos clássicos que Freud já interpretava em sua análise e que são ouvidos nas sessões atuais, como cair de um penhasco, entrar ou sair de uma casa, voar, estar despido em público, etc.. São sonhos que se repetem até hoje nos analisandos e mesmo nos sonhos dos analistas. Analisar um sonho é estar meio caminho de uma boa interpretação de algum sintoma ou mesmo dificuldade em que o analisando esteja passando naquele momento. Os sonhos são fragmentos de momentos passados na infância ou juventude camuflados com acontecimentos do dia atual a análise. Tanto que os sonhos das crianças são os mais fáceis de interpretar, não possuem tantos mecanismos de defesa, o ego é mais flexível, o que já não acontece com o ego de um adulto. Freud sempre falava dos sonhos infantis como os mais simples de interpretar, porém nos adultos a coisa já é um pouco mais complicada. Um dos sonhos clássicos e com relação a o paciente que ele denominou como o Homem dos Lobos, pois esse paciente relatou que num sonhos ainda na infância, ele via de sua janela vários lobos brancos  em cima de uma árvore olhando para ele, e quando ele acordou gritou chamando sua babá. Freud interpretou o sonho da seguinte maneira: Tratava-se  de uma lembrança de quando ainda muito pequeno presenciou seus pais em ato sexual, onde a posição do coito (coito por trás) era como a de dois lobos e que no ato os pais sabiam que ele estava observando, por isso os lobos em cima da árvore olhando para ele. Foi à partir dessa interpretação que  o paciente teve uma melhora acentuada de seus sintomas neuróticos que tinham origem desse fato ocorrido há muito tempo atrás. Esse é apenas um exemplo de uma de suas interpretações, ele mesmo interpretava os seus próprios sonhos, iniciando assim o processo de autoanálise em que todo analista precisa fazer.

sábado, 26 de maio de 2012

O DESEJAR



    Na concepção psicanalítica, o que move a existência humana é o fato de sermos seres desejantes, ou seja, a nossa existência parte do principio que  sem desejo não há motivo para existir. Nos demais seres como os animais o desejo não existe, e sim a necessidade. Um leão não deseja e sim necessita. Para ele comer, beber, dormir e se acasalar é o que rege sua existência. Porém para o homem isso não basta, nossas necessidades vão muito além do básico.
    Tomemos com exemplo uma pessoa que nasceu com poucos recursos e que só tinha o básico para a vida na sua infância. Com o passar dos anos essa pessoa consegue ascender financeiramente na vida e o que ela precisava para a sua sobrevivência já não é o suficiente, principalmente se ela vive em um sistema capitalista que dita que você é o que você tem e não o que você sabe.
     Para Freud desejar faz parte da singularidade humana, pois segundo o desenvolvimento psíquico se divide em duas etapas, que são elas :
      Eu ideal e Ideal do Eu.
    O Eu Ideal diz respeito a fase do bebê, quando o fato de sermos o que somos já nos basta, o que não deve  ocorrer em uma fase adulta, pois caso o sujeito ache que ele é o produto final de sua existência, isso sim o irá torna-lo  um ser patológico. Ele  não irá promover uma evolução diária em sua vida e não poderá se relacionar de forma adequada com outras pessoas, pois ele por si só se basta e quem quiser que o aceite do jeito que ele é. É o que entendemos como Narcismo.
      Já o Ideal do Eu é o que faz com que não nos conformemos com a nossa condição atual, e estamos sempre em busca de melhorar e mudar nossas vidas, o ideal do eu é o que representa o desejo, desde que não seja de maneira compulsiva, ele é que representa uma vida plena e de consequentes mudanças, independentemente da idade. Desejar faz parte da condição humana e de certa forma é isso que nos faz ir adiante, o que não devemos é desejar o que não é possível, ou pelo menos o que não está a nosso alcance naquele momento. O que não quer dizer que em algum momento futuro esse desejo não possa ser conquistado, mesmo porque segundo Lacan " Ceder na linha do nosso desejo, causa depressão".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quando começa e quando termina uma análise?


Essa pergunta foi feita por Freud em uma palestra aos seus ouvintes, e se encontra em sua obra e que de certa forma não houve uma resposta concreta com relação à pergunta. Porém ao meu entender uma análise não começa à partir do primeiro encontro entre analista e analisando, e sim no momento em que os sonhos expostos nas sessões e os insights começam a ser interpretados por ambas as partes, elaborando os conteúdos dos mesmos de forma concreta e inteligível. Isso seria um começo de uma psicanálise Freudiana tradicional.
Porém quando termina uma análise?
Com relação ao término, essa pergunta nunca foi esclarecida de forma concreta por nenhum dos grandes mestres da psicanálise, mesmo porque cada caso é único e nem sempre o paciente suporta o fim de sua análise junto ao seu analista. Mas ao meu entender, uma análise depois de iniciada, nunca mais irá terminar. Mas por quê? Muito simples!
Para que uma pessoa possa entrar em processo analítico (ou seja! Possa ser analisada), é necessário que ela possua uma capacidade de entendimento e cognição mínima. E sendo assim o que pode acontecer é que esse paciente desista por não possuir essa capacidade mínima para progredir na análise ou até mesmo venha a mudar de psicanalista (por não ter ocorrido um enquadre terapêutico satisfatório).
Porém quando ocorre o fim de uma análise no sentido de uma concordância entre ambos (analista e analisando) a análise continua pelo aprendizado do analisando que no decorrer de sua análise aprendeu a se autoanalisar, o que não impede que se volte a análise caso sinta necessidade de algum entendimento como nós psicanalistas o fazemos em nossa supervisão para solucionar qualquer dificuldade com relação ao entendimento das questões apresentadas por algum paciente ou com nós mesmos. Na verdade uma psicanálise bem feita, uma vez começada, jamais irá terminar, pelo simples fato de que estamos sempre em auto análise de nossas vidas, até porque sem isso ficaríamos reféns de todas as neuroses que nos cercam no dia a dia e que nos impossibilitaria no nosso desenvolvimento mental e principalmente emocional.
Por: Luiz Fernando R. Alves

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sou Onde Não Penso ( Inconsciente ). Penso onde não Sou (Consciente)


Pois bem começo com esse título de pura reflexão num momento em que as ações do homem não são de sua total consciência. Como já dizia Freud " Não somos donos de nossa própria casa". Onde o gênio fazia uma alusão a nossa incapacidade de controlar os impulsos instituais que nos acomete a todo tempo. Sou onde não penso nada mais é que a nossa real identidade que está lá no fundo de nosso inconsciente, enquanto que ao pensar onde não sou nada mais é que a nossa consciência reflexiva que nos permite interagir com o meio que nos cerca. Trago esse tema para aludir os últimos acontecimentos com relação a dita chacina em uma escola pública no Rio de Janeiro. Dita porque na verdade o ser onde não pensa do assassino das crianças não estava chacinando elas! Estava sim matando os fantasmas do passado que o assombravam há muitos anos provavelmente, sem que ninguém da família percebesse, e se percebeu não ligou. Aliás, o que mais se faz dentro de um contexto familiar é não ligar, por isso é que as coisas estão como estão. Esse sujeito que pensava onde não era, na verdade não tinha a menor ideia de que ele nada era ou foi na vida, isso fica bem esclarecido quando nas investigações policiais onde entre diversos fatores, foi descoberto que o sujeito sofreu bullyng na mesma escola em que aconteceram as mortes.
Por trás de toda essa psicose nem os valores divinos puderam segurar o ser onde não pensa, muito pelo contrário foi em nome desses valores que ele pensou onde não era para executar seus atos psicóticos.
Fica aqui uma a frase de dois pensadores para uma reflexão.
René Descartes dizia que: se penso, logo existo.
Porém 300 anos depois chega Freud e diz: Se sinto, logo sou.
Ou seja não adianta só pensar, antes de tudo temos que saber o que sentimos para descobrirmos o que somos. Se é que isso é possível!

Por: Luiz Fernando R. Alves

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Egossintonia e Egodistonia na Clínica Psicanalítica


A egossintonia e entendida pela psicanálise como uma falsa adaptação do ego as suas ações e sintomas apresentados, não sendo percebidos pelo sujeito. Ocorre principalmente nas perversões e psicopatias. Esse termo como o próprio nome já diz faz com que haja uma sintonia entre o ego e o sintoma, ou seja, não ocorre a percepção do sujeito que as suas palavras, e principalmente os seus atos estão afetando o seu relacionamento com o mundo exterior, porque para ele não parece haver nenhum problema. Nas perversões isso fica bem claro, como nos relacionamentos sádicos em que o sujeito não percebe que o outro está em sofrimento pelas suas atitudes, isso porque o outro para ele está na condição de objeto de desejo sádico e não amoroso. A dor do outro não é percebida ou não vista, mesmo porque o outro é considerado como se fosse integrado a ele mesmo, como se ambos fossem um único corpo. Isso é bem percebido quando ocorre nos casos de pedofilia e nas psicopatias onde a violência está em primeiro plano.
A egodistonia já é uma não adaptação do ego aos impulsos oriundos tanto do meio exterior como os internos como nos casos das neuroses e psicoses. O sujeito entra em conflito com as necessidades impostas ao ego e percebendo isso ele gera sintomas que são percebidos parcialmente nas suas ações e nas palavras, porém, isso não quer dizer que os entenda e nem aceite apontamentos externos. O que difere é que ele percebe o sofrimento do outro pelas suas ações e sofre com isso, mesmo que não saiba o por que.
Essas diferenças em egossintonia e egodistonia é que vai determinar a possibilidade de tratamento ou não na clínica psicanalítica. Nos casos de egodistonia, o tratamento se faz com muito mais eficácia, o que já não ocorre nos casos de egossintonia onde o sujeito está bem adaptado aos sintomas.
Por: Luiz Fernando R. Alves

terça-feira, 4 de maio de 2010

A diferença entre Homossexualidade e Pedofilia

O termo Homosexualidade vem junção das palavras grega homo=igual e do latim sexus=sexo, então vejam bem o significado! Gostar do mesmo sexo no sentido de sentir desejo pelo mesmo ser do mesmo sexo.
Já o termo pedofilia vem do grego “paidophilia”, onde pais=criança e philia=amor, amizade, afinidade, atração, atração patológica ou tendêcia patológica, segundo o dicionário Aurélio.
Pois bem, com essas duas palavras bem definidas nos termos de tradução de ambas: Homossexualidade e Pedofilia, já fica bem claro que é um absurdo O Papa Bento XVI vir a publíco e dizer que os pedófilos da Igreja Católica (que venhamos dizer, não são poucos), são formados por grupos de sacerdotes com orientações homossexuais.
Na antiga Grécia muitos séculos antes de cristo, já era comum aos gregos as relações homosexuais entre homens mais velhos com mais jovens. Essas relações eram baseadas entre o tutor de porte masculino, com jovens puberes de porte ainda feminos que eram educados e ensinados por esses tutores. Quando esses jovens chegavam a maior idade ou tornavam-se homens eles mesmos passavam a ensinar as novas gerações e mantinham relações sexuais com eles. Ou seja isso se repetia a cada geração de forma aceita para a sociedade daquela época. Com o início do Império Romano ( que foi fortemente influenciado pela cultura Grega) o ato de homens mais velhos se relacionarem com crianças, principalmente homens com meninos continuou nessa nova civilização. Com a queda do Império Romano pelos barbáros cerca de 300 anos depois de cristo se fez necessário dar continuidade aos poderes de Roma, e a única forma disso acontecer seria se aproveitando de uma seita conhecida na época como cristianismo, dando assim continuidade ao império que agora deixava de ser uma força bélica e passava a se tornar uma potência religiosa, que continuou a manter as suas convicções através da força e perverções que sempre caracterizaram o antigo império Romano. Por que então achar que os sacerdotes e papas que vinham dessa linhagem de legionários e senadores romanos, mudariam as suas tendências sexuais. Ou seriam orientações? Será que a Pedofília não seria uma forma de sexualidade? Ou seria uma psicopatologia? Bem isso depende aos olhos de quem vê. É muito comum nas guerras onde o exército vencedor formado por homens de família bem educados, muitos casados e até com filhos estuprarem não só mulheres, mas também crianças (meninos e meninas) e depois voltarem a sua pátria e voltar a vida normal como se nada tivessem feito. Isso é patológico ou é normal na natureza humana? Ficamos sem saber. Por que ficamos sem saber ? Porque não podemos julgar o homem quando colocado em situações em que ele não gostaria de estar. E um campo de batalha é uma delas.
Então vamos ao meu entendimento:
Os homossexuais não são pedófilos ! E isso é certo, pois o desejo de um homossexual é exclusivamente por outro homossexual (cabe dizer que os bissexuais estão incluídos), independentemente de seu papel ativo ou passivo dentro de uma relação, ele pode até ter uma relação com um jovem, porém esse jovem já passou da puberdade e já pode ejacular, não possuindo mais aquele corpo infantil, sem pelos pubianos e com uma inocência típica das crianças na pré puberdade ou até mesmo na primeira infância. Esses homossexuais podem ser do tipo fixo ou ocilantes que ora gostam de homens e ora gostam de mulheres (Bissexuais). Podem ser afeminados ou masculinizados ao extremo, chegando até ser violentos se necessário. Mas de forma alguma eles desejam ter relações com crianças, seus objetos de desejo são pessoas já formadas e que eles possam se relacionar de forma integral. São muito ativos e dificilmente apresentam qualquer tipo de disfunção erétil. Fazem uso de prostitutos e prostitutas quando necessário para satisfazerem seus desejos. Ou seja são pessoas que não devem nada a sociedade como um todo.
Os ditos Pedófilos já estão em outra categoria. Os verdadeiros pedófilos estão sempre no meio de crianças, grupos de meninos ou meninas (Escola de futebol, escoteiros, bandeirantes e por que não dizer entre os sacerdotes). Por que sacerdotes? Porque simplesmente é o posto de maior autoridade divina (Deus) onde um pedófilo pode ficar a vontade para satisfazer as suas necessidades sexuais. Os pedófilos são em geral homens que possuem pouca eficiência na qualidade de sua sexualidade, geralmente apresentam ejaculação precoce ou impotência sexual, porém podem com facilidade penetrar em um menino ou menina, pois para o pedófilo o sexo não é o que importa e sim a inocência e a incapacidade de defesa do outro. Isso é o que excita o pedófilo é a falta de uma compreensão do outro no que diz respeito a sexualiade. Geralmente são crianças que são confiadas a esses sacerdotes para um aprendizado religioso e se sentem na obrigação de cumprir tudo aquilo que lhes é ensinado como expliquei no começo, (lá em cima com os Gregos e Romanos). A diferença é que eles não respeitam os limites físicos e o mais importante a pouca idade do infante. Uma relação entre um homem de 30 nos e um rapaz de 15 sendo ela consensual, não haveria nenhum problema para aqueles povos antigos. Já para a civilização moderna isso é inadimissível, fazendo assim com que esses pedófilos que poderiam esta se relacionando com jovens passem a usar crianças que mesmo naqueles tempos antigos seria considerado um crime pois as relações só poderiam ocorrer após a puberdade.
Com isso temos uma pequena idéia no que se refere a diferença entre essas duas categorias de desejos sexuais. É obvio que isso é um pequeno resumo, a coisa vai muito mais além. No meu entender pedofília é a relação entre um Adulto e um infante e homossexualismo é a relação entre pessoas do mesmo sexo à partir da puberdade de forma consensual. E que por isso há uma grande diferença. Fico impressionado quando alguém me diz que os sacerdotes da Igreja Católica são pedófilos ou homossexuais, porque eles não podem casar! Isso é um grande engano. Como se os pedófilos quisessem ou pudessem casar com alguém já adulto e se o homossexual quisesse ter relação com o sexo oposto. Ora os sacerdotes querem mesmo é que as coisas continuem do jeito que estão, senão eles não seriam sacerdotes ou então teriam que fazer que nem os sacerdotes homossexuais ou heterossexuais: Contratar prostitutas ou prostitutos. Ou vocês acham que todos eles são pedófilos?
Por: Luiz Fernando Rodrigues Alves

ANOREXIA E BULIMIA - Sintomas histéricos do século XIX

...Quando qualquer explicação psicológica para a histeria era ainda algo muito distante, ouvia alguns colegas médicos mais experientes e mais velhos dizerem que, em casos de pacientes histéricos que sofriam de leucorréia ( Corrimento vaginal), um aumento de catarro era geralmente seguido por uma intensificação dos distúrbios histéricos, principalmente “ PERDA DE APETITE E VÔMITOS”...

Esse relato de Freud , se fez em uma época em que o termo anorexia e bulimia ainda não eram muito bem compreendidos pela classe médica da época.(Segunda metade do século 19).

Retirado da Obra de Freud S. “ Um caso de Histeria e Três ensaios Sobre a Sexualidade” Voluime VII - Editora Imago 1974.

No final do séc. XIX Freud e Breuer, começaram a estudar os sintomas histéricos que acometiam algumas mulheres da época. Suas publicações à partir do séc. XX relatam sintomas pouco encontrados nos dias atuais em moças e mulheres jovens. Porque os sintomas mudaram ? Muito simples. Porque nos dias atuais, a sexualidade não se apresenta como naquela época. A liberdade e o entendimento são muito superiores que as do século XIX e início do século XX.

Porém dentre todos os sintomas e tipos histericos daquela época, os que se mantém com maior intensidade são dois: Anorexia e Bulimia.

Então que o vem a ser esses dois sintomas?

Esses sintomas são parte de uma manifestação psiquica onde o sujeito (ele ou ela) acometido ( na maioria mulheres) apresentam uma aversão ao alimento ou então comem compulsivamente e depois vomitam para que possam manter um peso ou aparência ideal. Isso seria uma neurose histérica moderna? Não creio. Creio sim, que dentre todas as manifestações histéricas, a única que restou com maior poder de perigo foram essas duas. Sabemos que qualquer distúrbio histérico é de natureza sexual, geralmente pelo impedimento da execução de algum desejo, seja ele proibido pelas normas da civilização ou mesmo pelo auto poder de sensura do superego. Essa teoria é baseada no fato de que em algum momento na fase oral dessa pessoa, a perda do seio materno ou a falta do mesmo tenha criado uma alteração na compreensão endopsíquca e que na fase pós puberdade esses conteudos se manifestem no inconsciente tentando abrir camilnho para a consciência. Não havendo assim a possibiliadade de resgate desse período o sujeito começa a ter alucinações de que o seu corpo está engordando e como protesto a isso ele recusa a ingerir ou começa a vomitar qulquer tipo de alimento, gerando então uma psicose alucinatória de engorda, quando na verdade o seu corpo está definhando. Casos como esses são muito comuns em mulheres que tiveram ou tem uma mãe presente e autoritária com pouco ou nenhum tipo de afeto. Mães que sempre cumprem um papel de tutora, como no caso de muitas manequins que tem que controlar o excesso de peso para que possam manter um visual perfeito. Esse controle é um retorno a fase em que a mãe fálica se apresentava como pessoa, mas sem o afeto necessário no momento da passagem da fase oral para a fase anal, ficando assim uma lacuna aberta que retorna de forma protestadora na pós - puberdade. O tratamento para esse sintoma ser faz através de medicamentos e internação nos casos mais graves onde o risco de vida se encontra presente e psicanálise ou psicoterapia fora dos surtos alucinatórios.

Por: Luiz Fernando Rodrigues Alves

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